Arouca acolheu jornadas sobre novas tecnologias na saúde

As Jornadas e Encontros EDV Digital debruçaram-se no passado dia 19 de Janeiro. Nestas falou-se sobre o uso das novas tecnologias no sector da saúde. Na abertura dos trabalhos, o presidente da Câmara local fez questão de sublinhar a importância destas iniciativas para o concelho. “Queremos potenciar no futuro estas realizações, que assumimos como uma das nossas apostas”, afirmou o autarca.

Para Jorge Oliveira, da Agência de Desenvolvimento Regional de Entre Douro e Vouga, a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) é nos nossos dias essencial. E alertou aos participantes, sobretudo os mais novos, de que neste momento as novas tecnologias já têm também um papel na saúde, no diagnóstico e no tratamento.

O coordenador do projecto, Vítor Faustino, apresentou esta iniciativa lançada há dois anos pela Fundação Gulbenkian. Cuja área de intervenção abarca a prevenção precoce da doença, o planeamento e a intervenção, registando os elementos demográficos, ocupacionais e clínicos dos indivíduos. Em Abril está previsto o lançamento de um site que para além da consulta de informações sobre vírus, epidemias e pandemias. Este permitirá obter informações obter uma visualização geográfica de casos de gripe no país e chegar mesmo a medir a incidência de pessoas que apanham gripe num determinado dia.

Outro exemplo de utilização das chamadas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na saúde foi dado por Rui Gomes do Hospital de São Sebastião de Santa Maria da Feira. O responsável pelo serviço informático abordou a aposta no desenvolvimento de sistemas informáticos como forma de optimizar o funcionamento da unidade hospitalar, com realce para as parcerias firmadas com empresas e universidades, tendo como objectivo a simplificação do uso das TIC. A informatização administrativa começou em 1999 e ficou consolidada em 2006. Os próximos passos poderão passar pela criação de um programa informático com registo de informação pessoal, com historial clínico próprio e familiar, indicação de medicação anteriormente tomada e agendamento clínico, numa interacção e partilha de dados entre vários hospitais.

As TIC assumiram igualmente um papel decisivo no diagnóstico clínico assistido por imagem: imagiologia. Luís Metello, director do curso de medicina nuclear na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, afirmou que o uso de imagem digital na medicina fez com que a equipa médica já não se resuma ao médico e enfermeiro. Mas sim a uma equipa multidisciplinar, capaz de proporcionar um melhor apoio ao doente.

Nas Jornadas e Encontros EDV Digital ficou patente que com todas as potencialidades das TIC e com a sua consequente imposição na sociedade actual, torna-se também pertinente ter em atenção a acessibilidade das populações, assim como a disponibilidade e oferta de formação nestas áreas.

“Se não dominarmos a tecnologia não podemos participar em muitos aspectos da sociedade, criando uma lacuna no exercício da cidadania de cada um”, referiu Henrique Pereira, director da Escola Superior de Enfermagem de Oliveira de Azeméis. “É difícil conciliar a educação com a formação ao longo da vida – no que diz respeito às TIC – e isto deve ser combatido regionalmente”, defendeu.

As Jornadas e Encontros EDV Digital pretendem esclarecer a população dos municípios de Arouca, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Vale de Cambra sobre algumas das temáticas relacionadas com a Sociedade de Informação e do Conhecimento.

Miwuki: a aplicação para adoptar cães

aplicação para adoptar cães

As redes sociais e as aplicações móveis estão presentes na nossa rotina quase sem perceber. Fazer as compras semanais, procurar mais o restaurante mais indicado para o plano de sábado à noite, conhecer pessoas… E por que não encontrar o seu melhor amigo ideal? O Miwuki, permite descobrir e escolher o seu animal de estimação sem sair de casa.

De acordo com o mais recente estudo da Fundação Affinity sobre o abandono, perda e adopção de animais na Espanha em 2015 foram recolhidos cerca de 138.000 cães e gatos. As protectoras e centros de acolhida trabalham para dar a estes animais uma segunda oportunidade. Os dados dizem que 20% dos animais são devolvido às suas famílias, 44% adoptados por novos proprietários, 14% permanecem nos abrigos e, infelizmente, 10% são sacrificados.

Aplicação para adoptar cães

Tendo em conta estes dados, Álvaro de Francisco e Álvaro Serrano (veterinários e de informática, respectivamente), fundada Miwuki, um programa de gestão de bem-estar animal e um aplicação de Android. Em que pode livremente para entrar em contacto com animais e usuários interessados em adopção . Os criadores têm de FCINCO a ideia surgiu há seis meses, embora a plataforma não apareceu oficialmente até 2 de Janeiro.

Mais de 280 abrigos de animais estão por trás da aplicação para adoptar cães o que já acumulou em menos de um mês 7.000 usuários interessados em adoptar.

O principal objectivo de Miwuki é facilitar o trabalho das protectoras. Dando-lhes novas formas para fazer conhecer o seu trabalho e os animais com quem trabalham. Apenas protectoras podem publicar perfis de animais, os indivíduos não podem.

O funcionamento de Miwuki como App é muito simples simples. Quando você baixa e abre a aplicação, centenas de animais aparecem. Assim você poderá escolher o mais relacionado aos seus gostos. Quando você clica sobre o nome e foto do animal, abrirá as características que o descrevem. Cães e gatos são os animais que prevalecem na aplicação, embora haja também coelhos, furões…

Conforme relatado pelo co-fundador da Miwuki, dentro de uma semana ele estará disponível um formulário para usuários interessados em adopção. Isto irá servir como um filtro para mostrar apenas até em seu cronograma animais de estimação mais de acordo com suas preferências.